segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo

Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo
O Governo da Hungria propõe para 2015 a cobrança de cerca de US$ 0,60 por Gigabyte transferido online. A proposta, feita por Viktor Orban, primeiro-ministro do país, se baseia nas “novas formas de uso da internet” desbravadas por usuários da grande rede mundo afora. Insatisfeita com o plano, a população húngara saiu às ruas de Budapeste nesse domingo (26) para protestar contra a medida para o orçamento do próximo ano.
Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo
Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo

De acordo com a Reuters, mais de dez mil cidadãos saíram de suas casas entoando gritos de insatisfação; a marcha seguiu rumo à sede do partido Fidesz, repartição política que representa o primeiro-ministro que encabeça a proposta. “Libertem a Hungria, libertem a internet!”, reivindicavam os manifestantes. O edifício do partido foi depredado pelos protestantes, que deixaram teclados de computadores em frente ao portão do prédio como ato simbólico.
Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo
Atentados contra a democracia, veto à liberdade de expressão e também ao acesso à internet são as acusações dirigidas a Orban. A nova taxa que poderá ser cobrada pela transferência de dados online é vista como uma forma de “limitar os direitos de informação”, afirma um dos protestantes entrevistados pelo The Wall Street Journal.
Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo
Húngaros protestam contra nova cobrança de internet proposta pelo governo
Nova proposta
Em função de toda a reverberação gerada pelo anúncio das taxas previstas para 2015, o partido de Orban realizou uma reformulação em sua proposta: em vez de cerca de US$ 0,60 por Gigabyte transferido, usuários da internet poderiam pagar uma mensalidade estimada em US$ 2,87; empresas teriam de desembolsar em torno de US$ 20,5 por mês para uso de serviços online.
O anúncio dos novos valores, porém, não foi capaz de acalmar os ânimos da população húngara, que ainda assim deu suas caras durante o protesto de ontem (26). Os manifestantes organizaram o ato através do Facebook
 – um grupo online com mais de 210 mil membros exige a extinção da proposta. Se o governo não recuar, mais protestos deverão acontecer nesta terça-feira (28).
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