terça-feira, 7 de outubro de 2014

Tops de linha da Microsoft, Apple, LG, Motorola e Sony derrubam lucro da Samsung em 60%

A Samsung continua sendo a maior fabricante de telefones celulares do mundo, título antes pertencente por muitos anos a Nokia Mobile, agora sob o controle da Microsoft, porém, não basta vender muitos aparelhos se eles dão pouco lucro. Essa foi a conclusão que 43 analistas chegaram para justificar a queda de 60% no lucro operacional da Samsung no terceiro trimestre deste ano, isso se comparado ao mesmo período do ano passado.
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As vendas caíram para 44 bilhões de dólares, que representa 20% a menos que no mesmo período de 2013. Já o lucro esperado era de U$ 5,2 bilhões, e o que deverá ser alcançado é U$ 3,8 bilhões.
Os analistas dizem que a Samsung vende muitos modelos low-end, porém, tem perdido mercado no seguimento dos top de linha para seus concorrentes que atualmente são: a Microsoft e seus Lumias, a Apple e seus iPhones, a LG e seus infinitos modelos, a Motorola com a linha X e a Sony com seus Xperias.
Ninguém pode negar que a coreana sabe fazer bons smartphones, o porém é que a Samsung chegou no topo e começou a “extrapolar”, e começou a valorizar demais os seus aparelhos. O Galaxy Note 4 é um bom exemplo, já que ele custará aqui no Brasil absurdos R$ 2.998. E mesmo seus concorrentes tendo uma ou outra característica inferior, custam bem menos que isso. Eles conseguiram o feito de ultrapassar os preços do iPhone, costumeiramente caro por natureza.
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A chegada de fabricantes como a chinesa Xiaomi também deixam a Samsung numa situação complicada, pois, essa por exemplo, vende modelos com hardware poderoso por preços bem mais acessíveis, e buscam a lucratividade no volume de vendas. E é claro que não podemos esquecer modelos com o Lumia 930, o LG G3 e o Moto X, que oferecem um custo benefício bem melhor que outros modelos da Samsung. Sem contar outras marcas como a HTC e a Huawei, que estão vendendo bastante também.
Não sabemos qual será a estratégia da Samsung para aumentar suas vendas novamente, quem sabe um investimento maior no Tizen, seu sistema operacional proprietário que tem raízes no Android da Google, ou se eles começaram a “retirar” recursos dos seus modelos mais top para quem sabe diminuir os custos de produção e aumentar a lucratividade. Isso, só o futuro nos dirá.
Fontes: Olhar Digital
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