quinta-feira, 26 de junho de 2014

10 jogos pouco vendidos e mal avaliados da geração passada

Disponibilizar um game no mercado envolve uma série de fatores. Primeiro, é preciso ter uma boa ideia para garantir que o seu título atraia a atenção do público. Além disso, uma equipe com bons profissionais faz a diferença, bem como a escolha certa para a data de lançamento. Porém, como em todo meio comercial, nem sempre são tomadas as melhores decisões. 
É exatamente isso que você vai encontrar na relação abaixo, que apresenta 10 títulos para consoles da geração passada que, em alguns casos, até possuem um bom conjunto, mas acabaram ofuscados por outros jogos e, como resultado, venderam pouco. Além disso, conta o fato de que as notas atribuídas pela imprensa nem sempre foram tão altas, ajudando a diminuir o interesse pelo game. 
Vale lembrar que os títulos abaixo são apenas alguns exemplos. Outro detalhe é que, para ilustrar o quesito avaliação que você encontra na ficha do jogo, utilizamos as notas do Metacritic, site que reúne informações de análises de diversos veículos ao redor do globo e faz uma média delas numa escala de 0 a 100. Já os dados de vendas são do VGChartz, e englobam todos os consoles. 
Sem mais delongas, vamos à lista: 

1. Too Human

  • Plataforma: Xbox 360
  • Avaliação: 65
  • Cópias vendidas: 760 mil 
Mesclando RPG e aventura em terceira pessoa, Too Human aposta em uma pegada futurística e narra uma história protagonizada por Baldur, filho de Odin. Ele é o responsável pela proteção da humanidade contra máquinas que desejam exterminá-la, e deve fazer o possível para impedir que isso aconteça. 
Para concluir sua tarefa, o personagem pode recorrer a diversas armas e outros equipamentos, além de ter a chance de realizar várias sequências para dizimar aqueles que se colocarem em seu caminho. 
Porém, nem todos tiveram a oportunidade de acompanhar a história apresentada no game. O motivo? A produtora Silicon Knights foi obrigada a recolher todas as cópias de Too Human das lojas e, como se isso fosso pouco, também teve que retirar a versão digital do jogo da Xbox LIVE Marketplace. 

2. Lost Planet: Extreme Condition

  • Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360 e PC
  • Avaliação: 79 (Xbox 360), 66 (PC) e 67 (PlayStation 3)
  • Cópias vendidas: 1,93 milhão 
Primeiro episódio da série da Capcom que atualmente conta com três jogos, Lost Planet: Extreme Condition dá ao jogador o controle de Wayne, personagem que passa por grandes apertos durante a sua jornada nas terras geladas do mundo em que a história é ambientada. 
O game possui uma ideia interessante: por se tratar de uma luta contra criaturas diversas e contra o frio, o protagonista utiliza um equipamento especial capaz de passar calor para o seu corpo. Ele funciona como uma espécie de contador regressivo, aumentando o fator "pressa" para cumprir cada uma das missões
O game também dá ao jogador a oportunidade de controlar robôs variados para encarar os inimigos e até conta com uma boa história, mas aparentemente esse conjunto não foi o suficiente para chamar a atenção de um público ainda maior. 

3. The Outfit

  • Plataforma: Xbox 360
  • Avaliação: 70
  • Cópias vendidas: 240 mil 
Numa época em que o mercado já estava saturado de jogos ambientados na Segunda Guerra Mundial, a Relic Entertaiment e a THQ decidiram apostar em mais um jogo com essa pegada: The Outfit
No título, que aposta em combates em terceira pessoa, o jogador pode escolher entre três líderes de esquadrão, cada um com habilidades específicas, e passar por missões que envolvem confrontar o exército nazista em várias situações. Além disso, o jogo também permite recorrer a suporte de tanques, jipes e outros veículos quando a situação fica mais complicada. 
O título também conta com uma modalidade multiplayer, mas parece que isso não foi o suficiente para salvar The Outfit de cair no esquecimento para muitos. 

4. The Club

  • Plataformas: PC, PlayStation 3 e Xbox 360
  • Avaliação: 76 (Xbox 360), 72 (PlayStation 3) e 62 (PC)
  • Cópias vendidas: 470 mil 
Mais um título que possivelmente foi injustiçado para muitos, The Club aposta na violência de confrontos nos quais sua melhor amiga é a arma que o personagem carrega – e também uma das únicas coisas que pode ajudá-lo a sair vivo da arena na qual foi colocado. 
Por mais que diversos jogadores tenham gostado do título, seu fracasso comercial impediu a produtora Bizarre Creations de lançar uma continuação. Aliás, a própria empresa menciona que possivelmente The Club foi um dos títulos ofuscados pela quantidade de títulos lançados simultaneamente. 

5. Conan

  • Plataformas: PlayStation 3 e Xbox 360
  • Avaliação: 69 (ambas as plataformas)
  • Cópias vendidas: 510 mil 
Quem assistiu aos filmes estrelados por Conan deve imaginar o que esperar deste game: ação e muito sangue voando dos inimigos atingidos pela espada do bárbaro. Porém, isso não foi o suficiente para ajudá-lo a ficar logne da linha da mediocridade. 
O que explica a falha de Conan nas vendas? Talvez o período de lançamento (ele chegou às lojas em 2007), quando títulos como Ninja Gaiden e God of War já tinham atraído a atenção daqueles que gostam de games de ação com um pouco mais de violência. 

6. Ninja Blade

  • Plataformas: Xbox 360 e PC
  • Avaliação: 68 (Xbox 360) e 61 (PC)
  • Cópias vendidas: 310 mil 
Quem vê Ninja Blade pode não imaginar, mas ele foi desenvolvido pelo mesmo time por trás do famoso Dark Souls. Mas, diferente do RPG que cativou milhões de pessoas, este título aposta em confrontos com ninjas que possuem um visual bem “hollywoodiano”. 
E talvez esse seja o motivo de muitos terem corrido da oportunidade de arriscar algumas horas neste game: um visual que não condiz com os guerreiros orientais. Porém, ao menos a ação que se espera de um título do gênero está lá. 

7. Binary Domain

  • Plataformas: PC, Xbox 360 e PlayStation 3
  • Avaliação: 74 (Xbox 360), 72 (PlayStation 3) e 68 (PC)
  • Cópias vendidas: 440 mil 
Assinado por Toshihiro Nagoshi, que trabalhou em franquias como Shenmue e Yakuza,Binary Domain aposta em tiroteios em terceira pessoa para moldar sua ação. Já a história narra fatos envolvendo um grupo de elite internacional enviado ao Japão para capturar o criador de uma empresa acusada de desenvolver ciborgues e infiltrá-los nos Estados Unidos. 
Uma das novidades que o título traz, ao menos na versão para Xbox 360, é a possibilidade de utilizar o Kinect para recorrer ao sistema de comandos por voz. Além disso, o game também possui uma estrutura de diálogos na qual uma resposta errada pode fazer um aliado virar as costas para você e seguir um caminho diferente. 

8. Nier

  • Plataformas: PlayStation 3 e Xbox 360
  • Avaliação: 68 (PlayStation 3) e 67 (Xbox 360)
  • Cópias vendidas: 800 mil 
Para aqueles que gostam de um bom RPG com foco na ação, Nier, à época, seria uma excelente aposta: vários inimigos no caminho e muitas habilidades para usar nos confrontos contra esses oponentes eram apenas algumas das opções que os jogadores teriam. 
Além disso, ele conta com uma história sombria na qual a civilização sofre por conta de um vírus maléfico que está se espalhando. O game também exige dedicação daqueles que se aventurarem em seu mundo, já que é preciso investir um bom tempo para descobrir todos os segredos escondidos por lá. 

9. Alpha Protocol

  • Plataformas: PlayStation 3, PC e Xbox 360
  • Avaliação: 72 (PC), 64 (PlayStation 3) e 63 (Xbox 360)
  • Cópias vendidas: 800 mil 
À época em que foi lançado, muitos comparavam Alpha Protocol com o filme “A Identidade Bourne”. E até havia algumas semelhanças, como um dos possíveis comportamentos para o protagonista Michael Torton (que, neste caso, seria parecido com o de Jason Bourne), além, claro, da promessa de entregar um pouco mais que isso
O título trouxe ainda uma mistura de elementos para o seu conjunto, mas uma quantidade grande de falhas encontradas assim que ele foi lançado fez com que muitos abandonassem o gosto de prosseguir nessa jornada pouco tempo depois. 

10. Brink

  • Plataformas: Xbox 360, PC e PlayStation 3
  • Avaliação: 72 (PlayStation 3), 70 (PC) e 68 (Xbox 360)
  • Cópias vendidas: 1,84 milhão 
Distribuído pela Bethesda, Brink é um jogo de tiro em primeira pessoa ambientado em 2035, período no qual uma série de catástrofes tornaram impossível dar continuidade à vida em nosso planeta. 
O game dá ao jogador a possibilidade de personalizar o personagem de várias formas e depois partir para confrontos nos quais você pode usar equipamentos diversos para dar cabo dos oponentes. Caso precise de um pouco de treino, é possível treinar suas habilidades em um modo para um jogador que envolve confrontos contra oponentes controlados pela inteligência artificial.
Fonte:BJ
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