Não é de hoje que fama, riqueza e glamour mal administrados conseguem levar artistas promissores ao fundo do poço. Muitos conseguem apoio e juntam forças para sair. Uma parte, porém, sucumbi. Como o jovem canadense Cory Monteith, de 31 anos, e um dos protagonistas da série de TV americana “Glee“, encontrado morto na noite do sábado (13 e julho) em um hotel no Canadá. Apesar das causas da morte serem desconhecidas até o fechamento deste texto, há uma forte especulação sobre uma possível overdose. Primeiro, porque não há sinais de crime no local e, segundo, o ator já havia sido internado em uma clínica de reabilitação em abril deste ano para tratamento de dependência química de substância não especificada na época. Em 2011, em uma entrevista, Corey afirmou que entrou para uma clínica de reabilitação a primeira vez quando tinha 19 anos.
Cory Allan Michael Monteith teve uma carreira curta antes de Glee com pequenas participações em filmes. Chegou a atuar em séries como “Supernatural“, “Stargate” e “Smallville”. Mas foi no estrondoso sucesso de “Glee”, no papel de Finn Hudson, o jogador de futebol americano que entra para o coral, que Cory viu a fama crescendo a cada ano. Infelizmente, ele não foi o único grande astro do show business televisivo ou cinematográfico a ter problemas com as drogas. Há uma lista enorme. A maioria com um final nada feliz.
Um dos maiores ícones do cinema, Marilyn começou a usar drogas prescritas por médicos para amenizar a insônia, causada, principalmente, por sua ansiedade e ataques de pânico. Como se não bastasse, a atriz ainda tinha baixa autoestima, o que piorava ainda mais seu quadro. Os remédios receitados depois de um tempo já não pareciam suficientes e Marilyn perdeu o controle, misturando medicações a bebidas alcoólicas. Aos 36 anos, no auge da sua beleza, a atriz não conseguia descansar direito, tinha sido rejeitada pelo amante, John F. Kennedy e estava deprimida. Sua jornada nas drogas não deixava dúvidas de que um final trágico estava prestes a acontecer. Ainda assim, sua morte, em 5 de agosto de 1962, em função de uma overdose de calmantes e barbitúricos, deixou o mundo em choque.
Judy Garland
O problema para dormir parecia ser comum a astros e estrelas de Hollywood entre as décadas de 20 e 60. Foi assim também que Judy Garland começou seu vício. No início eram remédios para dormir, depois passou a tomar drogas para acordar, drogas anti-depressão e misturando tudo ao álcool. A própria vida, cheia de desilusões, a fez se entregar aos barbitúricos. Em alguns momentos ela interrompia as filmagens de algum trabalho para que pudesse se recuperar. Com os anos passados, seu rosto já mostrava os efeitos de extravagâncias que teve durante a vida. Acabou morrendo de overdose, em 1969, em Londres. Na época a atriz já não atuava, mas ainda cantava. Lindamente, diga-se de passagem.
River Phoenix
Ambientalista ativo, vegetariano e membro da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), Phoenix sempre foi um rapaz calmo, honesto e humano, como gostavam de dizer os amigos mais próximos, como Keanu Reeves e o baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea. Isso, no entanto, não o impediu de se envolver com as drogas. Não se sabe ao certo quanto tempo o jovem ator era dependente químico antes de sua morte, em 1993. Talvez por isso o acontecimento foi um dos mais trágicos e chocantes na época. Aos 23 anos, Phoenix teve uma overdose de heroína e cocaína do lado de fora da boate Viper Room, cujo um dos sócios era o amigo Johnny Depp.
Outro jovem talento que conheceu as drogas muito cedo, Corey Haim era um dos rostos comuns das comédias dos anos 80. Aos 15 anos, durante as filmagens de “Garotos Perdidos”, Haim usou maconha pela primeira vez. Um ano e meio depois já era viciado em cocaína e crack. Em entrevista a um programa da BBC, em 2007, após ter sido internado em uma clínica de recuperação, o ator confessou ter a carreira destruída pelas drogas. “Eu era inútil”, havia dito. Corey Haim faleceu no dia 10 de março de 2010, aos 38 anos, em Los Angeles, local onde vivia. Embora a causa da morte não tenha sido overdose – mas sim uma conjunção de pneumonia, problemas cardíacos e respiratórios – a autópsia revelou uma combinação de oito drogas em seu corpo.
Brittany Murphy
Aos 32 anos, Brittany Murphy foi encontrada sem vida em sua residência em Hollywood Hills em 2009. O laudo médico apontou que a atriz não abusava de álcool e drogas. No entanto, o relatório dizia que ela tinha níveis muito altos do poderoso analgésico Vicodin e de remédios contra a gripe. Dizem os tablóides que, mesmo sem ter contato com drogas ilícitas, Brittany sofria com crises de insônia e problemas de baixa-estima.
Ledger sempre lutou contra as drogas. Apesar do choque que foi a sua morte, em 22 de janeiro de 2008, amigos disseram que o trágico acontecimento prematuro era algo previsível. Há muito tempo o jovem australiano vivia momentos sombrios, tendo como única alegria o nascimento de sua filha Matilda (fruto do casamento com a atriz Michelle Willliams). O jornal britânico “The Daily Mail” afirmou que Heath já havia buscado tratamento contra heroína. Exausto com a dedicação ao interpretar o Coringa, o ator mal dormia. Especularam, então, sua dependência em pílulas para dormir, o que levou a sua “overdose acidental” de remédios prescritos com efeito calmante e sonífero.
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